Seia, a porta ocidental para a serra da Estrela

É no sopé ocidental da inconfundível cadeia montanhosa da serra da Estrela, outrora designada por Montes Hermínios, que se avista Seia. Esta sede de concelho do distrito da Guarda, integra 21 freguesias distribuídas em 435,7 Km2. Município, marcadamente, serrano com uma altitude que varia entre os 290 e os 1993 metros, albergando cerca de 24 702 habitantes (INE, Censos de 2011). Seia apresenta cotas entre os 550 metros e aloja aproximadamente 5.300 residentes.

 

 

 

Perspetiva sobre a igreja Matriz de Seia, 2022

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Atividade económica no Concelho de Seia

Este concelho concentra cerca de 2,6 % no setor primário representado pela agricultura e silvicultura; 31,7% no setor secundário com a produção: agroalimentar, têxtil, calçado e energia; finalmente 65,7% no setor terciário com os bens e serviços, onde se destaca o setor do turismo. As características naturais como a riqueza em água e a altitude, permitiram a instalação do Sistema Hidroelétrico da Cascata do Alva; por outro lado, a abundância de pastagens e as condições rústicas que foram ao desenvolvimento de atividades agropecuárias e industriais, relacionadas com a produção de ovinos e caprinos, leite e lã. O famoso Queijo da Serra da Estrela, o Vinho Dão e o Burel são aqui produzidos.

 

Valores

Território de características diversas e únicas, com montanhas e planaltos de altitude, covões, vales encaixados, várzeas, rios e lagoas. Neste cenário, as suas gentes souberem, sabiamente adaptar-se, ao longo dos tempos, encontrando-se hoje diferentes vestígios, de uma índole que se reveste de diferentes formas.

Este concelho oferece assim, uma herança rica biológica e geológica, histórica e cultural. Aspetos da fauna, flora, geomorfologia e paisagem humanizada de grande interesse fazem parte do mesmo. Assim como se acrescenta a gastronomia, a transumância, o folclore, o artesanato e o aspeto religioso.

 

Património histórico e cultural do concelho de Seia

Da herança histórica um destaque para a presença romana. Calçadas, pontes, antas, sepulturas antropomórficas, são exemplo da mesma. As referências a Sena (Seia) surgem em vários documentos do Século XII, como a do foral de 1136, concedido a esta cidade pelo primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques.
A Casa das Obras, antiga solar, de traça pombalina que hoje é a Câmara Municipal; a capela de S. Pedro de origem românica, reconstruída no século XVI; a Igreja Matriz; ou a Igreja da Misericórdia merecem referência como locais a visitar.

Casa das Obras- Câmara Municipal de Seia 2022

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Capela de S. Pedro à esquerda e a Igreja da Misericórdia à direita, 2022

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Janela Manuelina do Solar dos Botelhos no Centro Histórico de Seia, 2022

 

O Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE), o Museu do Pão, o Museu dos Brinquedos, o Centro Interpretativo de Seia e seu Centro Histórico, o Museu Etnográfico e ainda o Museu Natural da Eletricidade são outros locais de interesse.

Museu do Brinquedo de Seia, 2022

 

 

Atividades de interesse para realizar no município de Seia

Em qualquer estação do ano o viajante pode ser brindado por diferentes perspetivas ou atividades. A pé, de carro ou de bicicleta são várias as possibilidades de desfrutar o que a serra de melhor tem. Várias rotas e percursos pedestres podem ser realizados, alguns dos quais, poderão ser guiados por técnicos experientes.
No planalto cuminal de características subalpinas localiza-se o ponto mais elevado de Portugal Continental, com 1993 metros de altitude. Aqui encontra-se a torre que D. João VI, em 1817, mandou construir para que a serra alcançasse os 2000 metros de altitude. Próxima encontra-se a estância de esqui, única no país.

 

O teleférico e a pista de Sky no planalto mais alto do Concelho de Seia, 2022

Praias fluviais, rios ou lagoas poderão ser o cenário perfeito para nadar ou apenas contemplar. Destaque para a maior lagoa da serra a Lagoa Comprida, para as piscinas naturais de Loriga e para a praia fluvial da Lapa dos Dinheiros.

A Lagoa Comprida, típica lagoa de vale glaciário, e a maior de todas as lagoas de montanha da serra da Estrela, 2022.

 

Património paisagístico e biológico de Seia

Os pontos mais altos oferecem uma panorâmica para as serranias próximas ou para o vale Médio do Mondego. Geosítios, moreias, vales de origem glaciária, socalcos agrícolas e agricultura de montanha, canadas, bosques frondosos de castanheiros e carvalhais e ainda vestígios de uma floresta Laurissilva com os azereiros, são outros dos encantos da montanha senense.

 

Garganta de Loriga e a albufeira do Covão do Meio. Lagoa construída pela mão humana alojada num covão glaciário, 2022.

 

A diversidade botânica estende-se  ao pinheiro-silvestre, às bétulas, ao zimbro, à giesta, ao rosmaninho e às urzes.

Urzes na montanha, 2022.

Na fauna evidencia-se a lagartixa-de-montanha, endémica à serra da estrela; e o melro-das-rochas, uma ave de montanha consideravelmente rara. A toupeira-de-água, a lontra, o javali, o esquilo, a salamandra-lusitânica, o lagarto-de-água ou a coruja-do-mato são outros exemplos.

A conservação da natureza é um aspeto essencial e em relevo neste concelho. A totalidade do seu território foi incluído pela UNESCO, em 2020, no GeoPark Estrela. É marcante o seu património geológico de formas e depósitos glaciários. Uma parte da sua área, integra o Parque Natural da Serra da Estrela, a Rede Natura 2000 e a Reserva Biogenética da serra da Estrela. Nesta última, pode ser encontrado um património biológico de elevado valor com espécies e subespécies únicas ou muito raras, muitas delas, associadas às zonas húmidas reconhecidas pela convenção de Ramsar.

Venha até este concelho à descoberta dos sabores, dos cheiros, dos sons e das imagens e reencontre-se no silêncio das montanhas.

 

 


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POUR CONTINUER NOS ESCAPADES

Comme vous le savez tous, nous venons de traverser une période instable , si ce que nous racontent les médias se concrétise ,nous pourrons bientôt voyager librement . Bien entendu ce seras avec plaisir, mais ne sachant pas encore quels sont les détails ou conditions de cette libération les initiatives sont elles aussi dans le brouillard décisionnaire . Surtout pour les sorties qui impliquent quelques jours à prévoir .

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Une idée nos a eter soumise que me parait logique c’est celle d’organiser des petites randonnées locales d’une durée de quelques heures à la découverte de lieux intéressants que chaque un de nous connais . Si cela vous semble intéressant j’ouvre le débat sur ce site pour que chaque un me donne son avis

 

 

 

 


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HISTORIA DE UMA ALDEIA

SOUROPIRES

IGREIJA DE SOUROPIRES

                  Souro Pires tem o seu próprio nome como atestado de um riquíssimo passado. O topónimo representa um nome medieval completo, com nome próprio e patronímico. Soeiro Peres, como se escrevia por volta do século XIII, terá sido um senhor do território da actual freguesia, que pode ser identificado como um de dois importantes nobres locais: Soeiro Peres “de Escacha”, da estirpe dos “da Silva” (século XII) ou Soeiro Peres “de Távora”, de uma época posterior, sendo que ainda hoje existe na freguesia um solar torreado com aquele nome.

 

Em Souro Pires, ganhou destaque nos séculos centrais da Idade Média o lugar da Quinta do Ervilhão. A poente da sede da freguesia, foi a cabeça de um pequeno couto criado provavelmente no século XII e extinto apenas em 1820. Alguns autores atribuem a Ervilha e ao seu senhor, D. Pêro Ervilhão, a origem de Souro Pires. No século XV, isto seguindo sempre a documentação oficial, existiu também na povoação uma coutada da família dos Coutinhos (Marialvas), o que mais uma vez vem comprovar as tradições nobiliárquicas da povoação.

 

 

Da mesma época é igualmente – e aqui entramos no património edificado de Souro Pires – o paço do mesmo nome, atribuído aos Távoras. É uma das mais espectaculares casas senhoriais do concelho de Pinhel, classificada como monumento nacional. Mandado edificar no século XV por D. Soeiro Pires de Távora, quase se assemelha a uma fortaleza, com o seu corpo central em granito maciço (do qual saem algumas janelas maineladas em mármore rodeadas de florões e ornatos lavrados) e os dois torreões laterais. Num destes torreões, encontra-se a capela, com um portal simples de arco de volta inteira. Conserva ainda no seu interior uma imagem de pedra quinhentista, em madeira, que representa a Senhora da Esperança. Diz-se que foi erguido pelos Távoras, embora não haja certezas que o confirmem.

CAPELA DA FAMILIA TAVORA

 

 

Sabe-se, isso sim, e voltamos aqui à história da freguesia, que depois da morte do último conde de Marialva, D. Francisco Coutinho, o infante D. Fernando passou a ser o senhor do conde de Ervilhão.

 

 

 

 

 

 

 

 


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A EXECUCAO DOS TAVORAS

ACONTECIMENTOS HISTORICOS LIGADOS A SOUROPIRES

A família Távora está ligada à história da povoação de Souro Pires desde o seu início, sendo atribuída a fundação da vila a Soeiro Peres de Távora. A edificação do solar da família terá sido realizada nos finais do século XV, prolongando-se pelos primeiros anos do século XVI.
As casas nobres edificadas no início da centúria de Quinhentos derivaram

de três grandes influências, a arquitectura popular tradicional portuguesa, a arquitectura militar medieval e a arquitectura erudita do renascimento. A arquitectura tradicional permitiu a adaptação da simplicidade de divisão do espaço. Por seu turno, a arquitectura militar medieval levou para as casas

senhoriais a torre, como elemento simultaneamente de defesa e de habitação, que com os avanços da pirobalística no século XVI perdeu as suas funções iniciais e tornou-se símbolo de prestígio, linhagem nobre e poder da família proprietária. Por fim, os elementos da arquitectura erudita do Renascimento chegam aos solares através da acção dos vários engenheiros militares que, a partir do século XVII, aplicaram na arquitectura civil a teoria arquitectónica mais erudita, divulgada especialmente através dos escritos de Sebastiano Serlio e Andrea Palladio. Apesar da sua parcial ruína, o Solar dos Távoras apresenta uma estrutura híbrida, em que conjuga as linhas militares medievais com elementos decorativos que indiciam já um gosto clássico, como é o caso das janelas dispostas pelas diversas fachadas.
O solar possui planta rectangular, com fachadas dispostas simetricamente, e o conjunto integra ainda uma capela autónoma, de planta quadrada. A fachada principal é delimitada lateralmente por duas torres, sendo o corpo central de cércea mais baixa. Na torre esquerda foi aberta uma janela de peito com mainel ao centro e lintel decorado por volutas. O corpo central possui no primeiro registo uma fresta rectangular e no segundo, uma janela quadrangular com mainel de mármore, cujo capitel é decorado por motivos vegetalistas, e lintel decorado por motivos fitomórficos. A torre situada à direita tem no primeiro registo o portal principal do solar, com arco de volta perfeita sem decoração. No segundo registo destaca-se uma janela de ângulo de lintel recto e mainel de fuste canelado


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SOUROPIRES

SOUROPIRES

 

  est un village des plus importants (do concelho de pinhel)

sont histoire nous indique le 16 eme  voir le 15 eme siècle , elle est lié a la famille  (Soeiro Peres de Tàvora)

dont le Solar familial     témoigne 

                 Sa population composer pour la plus part d’agriculteurs viticulteurs

sont volontairement accueillants

                  pour ces qui aiment la douceur de vivre  c’est un lieu de vacances conseiller

vous pouvez aussi apprécier ou participer aux événements comme

-le rassemblement des moto d’époque  50cc  (VOLTINHAS)     mois de juin

-la fete religieuse de la paroisse                                                             mois d’aout

-la fete des vendanges                                                                           mois d’octobre 

 


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VISEU BEIRA ALTA

BEIRA ALTA

C’est le terrain de jeux des randonneurs et des amoureux de la montagne. C’est aussi l’unique endroit du pays où vous pouvez pratiquer des sports d’hiver,ou admirer les troupeaux de moutons dans les pâtures en altitude. cette région vinicole s’est, hélas, désertifiée au fur et à mesure des dernières décennies .

Viseu
A 84 km à l’est d’Aveiro.
Capitale de la Beira Alta, la jolie ville d’art de Viseu, qui surplombe, de loin, le rio Pavia, est attachante à plusieurs titres. Son riche musée, sa belle cathédrale, son centre historique particulièrement bien entretenu, ses spécialités culinaires et ses vignobles du Dâo, son atmosphère vivante et sympathique, en font une étape appréciée des touristes. En dépit de sa proximité avec Coimbra l’adulée, la ville a toujours su s’imposer dans l’histoire et créa même, alors que sa rivale excellait dans la sculpture, une école de peinture qui connut ses heures de gloire.

 


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ANIMATION MUSICAL DE RUE

 

Almeida et ses festivités médiéval      le groupe s’est émisse  a l’intérieur des murailles pour profiter de l’événement  ,et déguster ici et la les vins de la  région   et  la gastronomie

Copieusement offerte par les exposantes

 

Pur moment de bonheur

 


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RELEMBREMOS O PASSADO DA NOSSA REGIAO

castelo de Sabugal

Entre 1807 e 1810, Napoleão ordenou três invasões a Portugal

Porque o pais  se recusou a aplicar o Bloqueio Continental, na dinâmica expansionista da França Napoleônica

em 27 de Outubro de 1807.

O Tratado de Fontainebleau estipulava a invasão franco-espanhola de Portugal,

1808  Foi nomeada uma junta governativa que tratou rapidamente de organizar tropas e melhorar algumas fortificações da região e entrou em contacto com as povoações vizinhas de Espanha que se tinham rebelado

Em 1801, a Guerra das Laranjas não foi apenas um conflito entre Portugal e Espanha. Na realidade, esta era continuamente pressionada pela França

O Cerco de Almeida ocorreu entre 15 e 28 de Agosto de 1810 A fortaleza de Almeida estava guarnecida com mais de 100 bocas de fogo de artilharia,

solar dos tavoras

As torres do solar tinham como função primitiva ser um elemento de defesa e de habitação, passando mais tarde a ser um sinal de importância e poder da família proprietária do solar.

Esta é uma das poucas Casas Senhoriais que nunca deixou a família, sendo frequentemente imemorizada por esse mesmo motivo.

Este imponente e notável edifício é considerado como o mais representativo das nobres casas do distrito da Guarda.

Considerados os efeitos directos da guerra sobre as populações, as suas condições de vida e a destruição de meios de produção, o período final de 1810 e inicial de 1811 foi certamente o mais dramático da história portuguesa. Entre Setembro de 1810 e Abril de 1811, um exército invasor penetrou no território e, para além da devastação que sempre acompanha a passagem das forças bélicas, permaneceu durante vários meses numa região que devastou, esperando por reforços e procurando uma saída para o impasse táctico em que se encontrava. A resposta ensaiada a essa incursão passou pela deslocação e destruição dos meios de sustento. Uma parte das gentes das regiões afectadas movimentou-se para Lisboa. A «Sopa de Arroios» de Domingos Sequeira1, dentro do número escasso de imagens portuguesas, deixou-nos uma representação da assistência que foi necessário dar aos que chegavam à cidade. As doenças, mais do que os exércitos, dizimaram os habitantes em situação de desespero.

foto nao contractuel

Há 255 anos, a importante família dos Távora atravessava o período mais negro da sua existência, podemos dizer mesmo, um momento verdadeiramente dramático, que levaria à execução de várias sentenças de morte, talvez as mais polémicas que Portugal alguma vez conheceu, quiçá injustas e vingativas, sobre vários membros da família dos Távora, decidida durante o « império pombalino ».

Todos os acusados negaram as acusações que lhes eram feitas, mas, mesmo assim, foram condenados à morte, os seus bens patrimoniais foram confiscados a favor da coroa, o seu nome considerado indigno da nobreza e os brasões familiares foram picados.

O processo que incrimina os Távora é dramaticamente célebre, e hoje poucos são aqueles que duvidam de que se tratou, efetivamente, de um ajuste de contas político de Sebastião José de Carvalho e Melo (Marquês de Pombal) contra a fação palaciana sua adversária. Há mesmo dúvidas acerca da veracidade do atentado contra a vida de D. José, de que se falou oficialmente, apenas três meses depois de ter ocorrido. Do que não existem dúvidas, é que no dia 13 de Janeiro, a sentença condenatória, conhecida apenas na véspera, era executada no patíbulo de Belém.

O primeiro marquês de Távora foi D. Luís Álvares de Távora, por decreto de 6 de Agosto de 1669, dado por D. Pedro II, que assim o recompensava pela sua extraordinária prestação militar nas guerras da Restauração. Era, simultaneamente, o 3.º conde de S. João da Pesqueira e 17.º senhor de Távora,


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O RELATIVO VALOR DA HISTORIA

SOUIROPIRES

a discreta historia da aldeia

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Solar dos Távoras
O Solar dos Távoras é um solar construído no final do século XV ou princípio do século XVI, na freguesia de Souro Pires, concelho de Pinhel, classificado como imóvel de interesse público pelo Dec. nº 32 973, DG 175 de 18 Agosto 1943.O seu nome advém do facto de estar ligado à família Távora, assim como a localidade de Souro Pires, cuja fundação é atribuída a Soeiro Peres de Távora.

As torres do solar tinham como função primitiva ser um elemento de defesa e de habitação, passando mais tarde a ser um sinal de importância e poder da família proprietária do solar.
Esta é uma das poucas Casas Senhoriais que nunca deixou a família, sendo frequentemente imemorizada por esse mesmo motivo.

Este imponente e notável edifício é considerado como o mais representativo das nobres casas do distrito da Guarda.
A culpa ou inocência dos Távoras é ainda debatida hoje por historiadores portugueses. Por um lado, as más relações entre a alta nobreza e o rei estão bem documentadas. A falta de um herdeiro masculino ao trono era motivo de desagrado para muitos, e o Duque de Aveiro era de facto uma opção.

Por outro lado, alguns referem uma coincidência: com a condenação dos Távoras e dos Jesuítas, desapareceram os inimigos de Sebastião de Melo e a nobreza foi domada. Adicionalmente, os acusados Távoras argumentaram que a tentativa de assassínio de D. José I teria sido um assalto comum, uma vez que o rei viajava sem guarda nem sinais de distinção numa perigosa rua de Lisboa.

Outra pista de suposta inocência é o facto de nenhum dos Távoras ou familiares terem tentado escapar de Portugal nos dias que se seguiram ao atentado.

A sentença ordenou a execução de todos, incluindo mulheres e crianças. Apenas as intervenções da Rainha Mariana e de Maria Francisca, a herdeira do trono, salvaram a maioria deles. No dia 13 de janeiro de 1759, começaram as execuções, a primeira foi Marquesa de Távoras, Dona Leonor, depois de muita tortura psicológica ela implorou para que matassem ela depressa e o algoz se posicionou e a decepou com um só golpe. Ela foi a primeira e uma das mais importantes do caso devido a suposta traição dela. Em seguida veio o D. José Maria, ele teve os braços e as pernas quebrados, enquanto outro carrasco lhe estrangulava. Após seguirem-se o Marquês de Távoras, o Conde de Atouguia, os plebeus Braz Romeiro, Manoel Ferreira e João Miguel, sentenciados da mesma forma, Antonio Alvares Ferreira e José Policarpo deveriam ser queimados vivos, o primeiro realmente foi queimado vivo, mas o segundo nunca chegou a ser queimado de verdade porque nunca foi apanhado.

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  • ESTADO ACTUAL DO SOLAR


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O CASTIGO DA NOSSA HISTORIA

https://ailles-do-crepusculo.com/ O CASTIGO DA NOSSA HISTORIA

Ao viagar por esta regiao ! berço da minha existençia, ouvindo as observaçons dos nossos idosos, e de outros, estimula-se em mim a curiosida de (o porque è que foi assim?)

Terra de gente determinada e coragosa que ao decorrer dos anos nao foi considerada ao justo valor do seu mèrito , provocando assim uma hemorragia constate dos seus cérebros, e seus actores économicos, obrigados a exerçer talentos noutras partes do globo , muitos deles com grande sucesso

CIDADE DE PINHEL

Observando com distançia a situaçao, sera que esta foi gerada pela passividade deste povo ??? ou guiada por interesses ocultos e feuodais ??? quando se pensa num projeto de investimento  para a regiao e que se elabora um plano économico , vendo o custo km compriendo a desilusao de alguns  investidores .

 

 

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Mas a Beira Alta tem outros trunfos para jogar


CRIADORES DE GADO

Antiga província portuguesa, formalmente estabelecida pela reforma administrativa de 1936 e extinguida pela Constituição da República Portuguesa de 1976, a região da Beira Alta confina com as regiões de Trás-os-Montes e Alto Douro a norte; Douro Litoral a noroeste; Beira Litoral a oeste e sudoeste; e Beira Baixa a sul. Faz fronteira com Espanha, a leste. Abrange cerca de 8500 km 2 e compreende 33 concelhos: 18 do distrito de Viseu, 13 do distrito da Guarda e dois do distrito de Coimbra.
Região planáltica, de média altitude, cortada por vales fluviais e cingida por serras (Estrela, Montemuro, S. Macário, Gralheira, Caramulo e Buçaco) apresenta uma diversidade climática, registando temperaturas consideravelmente baixas no inverno.
Embora atravessada por uma via férrea internacional (da Pampilhosa a Vilar Formoso) e por boas estradas, mantém ainda alguns concelhos com fraca acessibilidade, o que constitui um obstáculo ao seu desenvolvimento. As principais indústrias desta zona são os lanifícios, os laticínios e o fabrico de produtos alimentares.

A Beira Alta apresenta, nos seus principais pratos típicos, o queijo da Serra da Estrela, as morcelas e farinheiras; o arroz de pato e o cabrito e a vitela assados; castanhas, servidas em confeções variadas, as cavacas e o vinho do Dão.
Possui alguns dos melhores e mais sumptuosos solares de Portugal, sendo, depois do Minho, a região portuguesa onde se encontram mais construções solarengas.
Muitas são também as individualidades notáveis com que a Beira Alta tem contribuído para o engrandecimento do país, em todas as manifestações da atividade humana (intelectual, económica, política, etc.), de entre as quais se distinguem Frei Bernardo de Brito, Aquilino Ribeiro, Leite de Vasconcelos, Costa Cabral e Gabriel Fonseca.


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Lendas e Historias

 

Viriato, que começara por ser pastor dos montes Hermínios, foi o grande líder da revolta lusitana contra os invasores romanos. A sua coragem e destreza eram tão grandes que, com um efetivo de homens muito inferior ao poderoso exército de Roma, conseguiu derrotar várias vezes os romanos.

Com o tempo, o exército de Viriato cresceu, chegando a formar-se um corpo especial de guarda a Viriato, os Suldórios, constituído apenas por voluntários dispostos a morrer por ele.

Um dia, ao acampamento de Viriato, chegou um jovem loiro, de olhos azuis e de aparência frágil, que se dispunha a oferecer-se como voluntário para guarda a Viriato. Foi recebido, com certa troça, por parte de Viriato, que não acreditava muito nas suas capacidades como guerreiro; contudo, depressa mudaria de opinião.

PINTURA DE SOROLLA

Fazendo sempre questão de combater ao lado do grande chefe, o jovem voluntário revelou-se um extraordinário soldado, leal e dedicado, impressionando Viriato. Muitas vitórias se sucederam até que, num período de tréguas, Viriato casou com a sua amada Vanídia e, um dia, levou-a à tenda do seu suldório preferido para lho apresentar.

Nesse encontro, a palidez do jovem e frágil soldado era notória e quando Vanídia lhe pediu

que fosse tão amigo dela como o era de Viriato, o jovem suldório respondeu que a sua dedicação pelo chefe lusitano era tão grande que não havia lugar para mais nenhum sentimento no seu coração.

Passados alguns anos, os romanos, que não conseguiam vencer Viriato com uma luta leal, procuraram entre o seu exército um traidor que o apunhalasse a troco de dinheiro e lhe cortasse a cabeça para que fosse entregue ao cônsul romano.

Mais tarde, os soldados lusitanos foram encontrar o jovem suldório abraçado ao corpo decapitado de Viriato, chorando desesperadamente. A dor e a indignação geral instalou-se e foi realizado um funeral solene, durante o qual o corpo do herói seria queimado.

Quando já se erguia uma grande fogueira, os soldados de Viriato quiseram escolher o seu sucessor como era de tradição. Todos apontaram para o frágil e louro soldado que, sem uma palavra, e de cabelos soltos ao vento, se levantou e se aproximou da fogueira, onde o corpo de Viriato ardia.

Lentamente, perante todos, despiu a armadura e as roupas que trazia. Os lusitanos verificaram, com espanto, que o soldado era afinal uma bela mulher que confessou ter-se disfarçado para poder estar perto do homem que amava até à morte.

A mulher, que tinha vivido para Viriato e cujo nome se perdeu no tempo, saltou para a fogueira e nela morreu, junto ao grande amor da sua vida.

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