Seia, a porta ocidental para a serra da Estrela

É no sopé ocidental da inconfundível cadeia montanhosa da serra da Estrela, outrora designada por Montes Hermínios, que se avista Seia. Esta sede de concelho do distrito da Guarda, integra 21 freguesias distribuídas em 435,7 Km2. Município, marcadamente, serrano com uma altitude que varia entre os 290 e os 1993 metros, albergando cerca de 24 702 habitantes (INE, Censos de 2011). Seia apresenta cotas entre os 550 metros e aloja aproximadamente 5.300 residentes.

 

 

 

Perspetiva sobre a igreja Matriz de Seia, 2022

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Atividade económica no Concelho de Seia

Este concelho concentra cerca de 2,6 % no setor primário representado pela agricultura e silvicultura; 31,7% no setor secundário com a produção: agroalimentar, têxtil, calçado e energia; finalmente 65,7% no setor terciário com os bens e serviços, onde se destaca o setor do turismo. As características naturais como a riqueza em água e a altitude, permitiram a instalação do Sistema Hidroelétrico da Cascata do Alva; por outro lado, a abundância de pastagens e as condições rústicas que foram ao desenvolvimento de atividades agropecuárias e industriais, relacionadas com a produção de ovinos e caprinos, leite e lã. O famoso Queijo da Serra da Estrela, o Vinho Dão e o Burel são aqui produzidos.

 

Valores

Território de características diversas e únicas, com montanhas e planaltos de altitude, covões, vales encaixados, várzeas, rios e lagoas. Neste cenário, as suas gentes souberem, sabiamente adaptar-se, ao longo dos tempos, encontrando-se hoje diferentes vestígios, de uma índole que se reveste de diferentes formas.

Este concelho oferece assim, uma herança rica biológica e geológica, histórica e cultural. Aspetos da fauna, flora, geomorfologia e paisagem humanizada de grande interesse fazem parte do mesmo. Assim como se acrescenta a gastronomia, a transumância, o folclore, o artesanato e o aspeto religioso.

 

Património histórico e cultural do concelho de Seia

Da herança histórica um destaque para a presença romana. Calçadas, pontes, antas, sepulturas antropomórficas, são exemplo da mesma. As referências a Sena (Seia) surgem em vários documentos do Século XII, como a do foral de 1136, concedido a esta cidade pelo primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques.
A Casa das Obras, antiga solar, de traça pombalina que hoje é a Câmara Municipal; a capela de S. Pedro de origem românica, reconstruída no século XVI; a Igreja Matriz; ou a Igreja da Misericórdia merecem referência como locais a visitar.

Casa das Obras- Câmara Municipal de Seia 2022

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Capela de S. Pedro à esquerda e a Igreja da Misericórdia à direita, 2022

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Janela Manuelina do Solar dos Botelhos no Centro Histórico de Seia, 2022

 

O Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE), o Museu do Pão, o Museu dos Brinquedos, o Centro Interpretativo de Seia e seu Centro Histórico, o Museu Etnográfico e ainda o Museu Natural da Eletricidade são outros locais de interesse.

Museu do Brinquedo de Seia, 2022

 

 

Atividades de interesse para realizar no município de Seia

Em qualquer estação do ano o viajante pode ser brindado por diferentes perspetivas ou atividades. A pé, de carro ou de bicicleta são várias as possibilidades de desfrutar o que a serra de melhor tem. Várias rotas e percursos pedestres podem ser realizados, alguns dos quais, poderão ser guiados por técnicos experientes.
No planalto cuminal de características subalpinas localiza-se o ponto mais elevado de Portugal Continental, com 1993 metros de altitude. Aqui encontra-se a torre que D. João VI, em 1817, mandou construir para que a serra alcançasse os 2000 metros de altitude. Próxima encontra-se a estância de esqui, única no país.

 

O teleférico e a pista de Sky no planalto mais alto do Concelho de Seia, 2022

Praias fluviais, rios ou lagoas poderão ser o cenário perfeito para nadar ou apenas contemplar. Destaque para a maior lagoa da serra a Lagoa Comprida, para as piscinas naturais de Loriga e para a praia fluvial da Lapa dos Dinheiros.

A Lagoa Comprida, típica lagoa de vale glaciário, e a maior de todas as lagoas de montanha da serra da Estrela, 2022.

 

Património paisagístico e biológico de Seia

Os pontos mais altos oferecem uma panorâmica para as serranias próximas ou para o vale Médio do Mondego. Geosítios, moreias, vales de origem glaciária, socalcos agrícolas e agricultura de montanha, canadas, bosques frondosos de castanheiros e carvalhais e ainda vestígios de uma floresta Laurissilva com os azereiros, são outros dos encantos da montanha senense.

 

Garganta de Loriga e a albufeira do Covão do Meio. Lagoa construída pela mão humana alojada num covão glaciário, 2022.

 

A diversidade botânica estende-se  ao pinheiro-silvestre, às bétulas, ao zimbro, à giesta, ao rosmaninho e às urzes.

Urzes na montanha, 2022.

Na fauna evidencia-se a lagartixa-de-montanha, endémica à serra da estrela; e o melro-das-rochas, uma ave de montanha consideravelmente rara. A toupeira-de-água, a lontra, o javali, o esquilo, a salamandra-lusitânica, o lagarto-de-água ou a coruja-do-mato são outros exemplos.

A conservação da natureza é um aspeto essencial e em relevo neste concelho. A totalidade do seu território foi incluído pela UNESCO, em 2020, no GeoPark Estrela. É marcante o seu património geológico de formas e depósitos glaciários. Uma parte da sua área, integra o Parque Natural da Serra da Estrela, a Rede Natura 2000 e a Reserva Biogenética da serra da Estrela. Nesta última, pode ser encontrado um património biológico de elevado valor com espécies e subespécies únicas ou muito raras, muitas delas, associadas às zonas húmidas reconhecidas pela convenção de Ramsar.

Venha até este concelho à descoberta dos sabores, dos cheiros, dos sons e das imagens e reencontre-se no silêncio das montanhas.

 

 


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LES MALDIVES

LES MALDIVES    ILE KANI

C’est des moments  très chaleureux avec des personnes agréables

LA RESTAURATION

LA RESTAURATION

Bénéficie d’un bon ensoleillement d’environ 7 heures par jour avec un nombre de jours de pluie estimé pour ce mois à 14. N’oubliez pas vos vêtements de protection contre la pluie !

 

 

EAU CLAIRE ET SOLEIL

Les températures moyennes sont comprises entre 26°C et 31°C mais sachez que selon les années elles peuvent descendre à 23°C et monter jusqu’à 32°C.

 

 

En résumé et en tenant compte uniquement de ces éléments climatiques (les évènements culturels ou artistiques par exemple ne sont pas pris en compte),

 

 

 

GIM AQUATIQUE

Le personnel est tellement accueillant, les hommes de ménages, les serveurs, les barmans, le personnel de la réception, les différents responsables etc. sont vraiment à nos petits soins.

 

LA PLAGE

Nous avons eu une très belle chambre au bord de plage avec un buffet à volonté au restaurant  et soirées dansantes a volontè

Soirée dansante et amusante.

 

 

 

NOTRE ARRIVEE

Notons toutefois que, pour ceux qui ne savent pas nager et n’aiment pas l’environnement aquatique ,  il est certain que cette petite île paradisiaque ne saurait apporter toutes les nombreuses distractions d’un grand complexe hôtelier, accueillant des milliers de touristes et qu’elles pourraient s’ennuyer

 

 

 

 

 

 

 

 

LA VISITE NOCTURNE DES REQUINS

Le régime politique maldivien a changé de visage en novembre 2008, grâce à l’élection d’un jeune nouveau Président, Mohamed Nasheed, candidat du Parti démocratique maldivien, qu’il avait fondé. C’est le premier chef d’Etat élu démocratiquement des Maldives, et qui a obtenu 54,2 % des voix contre 46,7 % pour son adversaire Gayoom.
Avant 2008, Nasheed avait été emprisonné et même torturé par son prédécesseur à maintes reprises pour l’avoir critiqué et figurait sur la liste des prisonniers d’opinion établie par Amnesty International.
Soutenu par les militants du mouvement Unité pour le changement, Nasheed a fait campagne en faveur de la démocratisation et du changement en arrivant en tête du Parti démocratique. Devenu Président, sa politique se concentre alors sur la libéralisation de l’économie

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NOTRE VISITE DU CHATEAU DE VINCENNES

Visite proposer par Lucile     Sous les commentaires historiques de notre guide attitrè  Laurent

 

Le château de Vincennes est une forteresse située à Vincennes, dans la banlieue est de Paris, dont la construction a duré du XIVe au XVIIe siècle.

 

La première construction est un pavillon de chasse aménagé vers 1150 par Louis VII

Vers 1337, Philippe VI de Valois décide de fortifier le site en construisant un donjon    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Charles V, né dans la forteresse le 21 janvier 1338, en fait sa résidence, le siège de son gouvernement et de la haute administration. Il fait réaliser les travaux prévus par Philippe VI3, y ajoutant par la suite l’enceinte monumentale avec ses portes et ses tours. Le donjon et son enceinte de 11 mètres de hauteur sont achevés en 1371 ; la muraille avec chemin de ronde ceinturant donjon, manoir, Sainte-Chapelle et bâtiments résidentiels, est achevée en 1380.

 

 

 

De la Renaissance à la Restauration

 

 

Les travaux de construction et d’embellissement sont poursuivis sous les Valois. François Ier fait réaménager le pavillon construit par Louis XI pour y résider lors de ses séjours à Paris. Henri II transfère le siège de l’ordre de Saint-Michel à Vincennes ; il confie l’achèvement des travaux de la Saint-Chapelle à son architecte favori, Philibert Delorme. La chapelle est enfin inaugurée en 1552. En , la cour se réfugie au château de Vincennes où Charles IX, gravement souffrant, décède le dans les appartements du donjon. François d’Alençon et Henri de Navarre, assignés à résidence à la cour, deviennent les hôtes contraints du château.

 

 

 

 

 

Après l’assassinat d’Henri IV, son fils, le jeune Louis XIII, est installé à Vincennes dans l’ancien pavillon de Louis XI et y passe une partie de sa jeunesse.

 

 

 

Prison et manufacture royale (à partir du XVIIe siècle

 

 

Arsenal et établissement militaire (depuis 1796)   Lors de la Seconde Guerre mondiale, le château servit brièvement de quartier général à l’état major du général Maurice Gamelin, chargé de la défense de la France contre l’invasion allemande de 1940.

 

 

 

 


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POUR CONTINUER NOS ESCAPADES

Comme vous le savez tous, nous venons de traverser une période instable , si ce que nous racontent les médias se concrétise ,nous pourrons bientôt voyager librement . Bien entendu ce seras avec plaisir, mais ne sachant pas encore quels sont les détails ou conditions de cette libération les initiatives sont elles aussi dans le brouillard décisionnaire . Surtout pour les sorties qui impliquent quelques jours à prévoir .

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Une idée nos a eter soumise que me parait logique c’est celle d’organiser des petites randonnées locales d’une durée de quelques heures à la découverte de lieux intéressants que chaque un de nous connais . Si cela vous semble intéressant j’ouvre le débat sur ce site pour que chaque un me donne son avis

 

 

 

 


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HISTORIA DE UMA ALDEIA

SOUROPIRES

IGREIJA DE SOUROPIRES

                  Souro Pires tem o seu próprio nome como atestado de um riquíssimo passado. O topónimo representa um nome medieval completo, com nome próprio e patronímico. Soeiro Peres, como se escrevia por volta do século XIII, terá sido um senhor do território da actual freguesia, que pode ser identificado como um de dois importantes nobres locais: Soeiro Peres “de Escacha”, da estirpe dos “da Silva” (século XII) ou Soeiro Peres “de Távora”, de uma época posterior, sendo que ainda hoje existe na freguesia um solar torreado com aquele nome.

 

Em Souro Pires, ganhou destaque nos séculos centrais da Idade Média o lugar da Quinta do Ervilhão. A poente da sede da freguesia, foi a cabeça de um pequeno couto criado provavelmente no século XII e extinto apenas em 1820. Alguns autores atribuem a Ervilha e ao seu senhor, D. Pêro Ervilhão, a origem de Souro Pires. No século XV, isto seguindo sempre a documentação oficial, existiu também na povoação uma coutada da família dos Coutinhos (Marialvas), o que mais uma vez vem comprovar as tradições nobiliárquicas da povoação.

 

 

Da mesma época é igualmente – e aqui entramos no património edificado de Souro Pires – o paço do mesmo nome, atribuído aos Távoras. É uma das mais espectaculares casas senhoriais do concelho de Pinhel, classificada como monumento nacional. Mandado edificar no século XV por D. Soeiro Pires de Távora, quase se assemelha a uma fortaleza, com o seu corpo central em granito maciço (do qual saem algumas janelas maineladas em mármore rodeadas de florões e ornatos lavrados) e os dois torreões laterais. Num destes torreões, encontra-se a capela, com um portal simples de arco de volta inteira. Conserva ainda no seu interior uma imagem de pedra quinhentista, em madeira, que representa a Senhora da Esperança. Diz-se que foi erguido pelos Távoras, embora não haja certezas que o confirmem.

CAPELA DA FAMILIA TAVORA

 

 

Sabe-se, isso sim, e voltamos aqui à história da freguesia, que depois da morte do último conde de Marialva, D. Francisco Coutinho, o infante D. Fernando passou a ser o senhor do conde de Ervilhão.

 

 

 

 

 

 

 

 


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A EXECUCAO DOS TAVORAS

ACONTECIMENTOS HISTORICOS LIGADOS A SOUROPIRES

A família Távora está ligada à história da povoação de Souro Pires desde o seu início, sendo atribuída a fundação da vila a Soeiro Peres de Távora. A edificação do solar da família terá sido realizada nos finais do século XV, prolongando-se pelos primeiros anos do século XVI.
As casas nobres edificadas no início da centúria de Quinhentos derivaram

de três grandes influências, a arquitectura popular tradicional portuguesa, a arquitectura militar medieval e a arquitectura erudita do renascimento. A arquitectura tradicional permitiu a adaptação da simplicidade de divisão do espaço. Por seu turno, a arquitectura militar medieval levou para as casas

senhoriais a torre, como elemento simultaneamente de defesa e de habitação, que com os avanços da pirobalística no século XVI perdeu as suas funções iniciais e tornou-se símbolo de prestígio, linhagem nobre e poder da família proprietária. Por fim, os elementos da arquitectura erudita do Renascimento chegam aos solares através da acção dos vários engenheiros militares que, a partir do século XVII, aplicaram na arquitectura civil a teoria arquitectónica mais erudita, divulgada especialmente através dos escritos de Sebastiano Serlio e Andrea Palladio. Apesar da sua parcial ruína, o Solar dos Távoras apresenta uma estrutura híbrida, em que conjuga as linhas militares medievais com elementos decorativos que indiciam já um gosto clássico, como é o caso das janelas dispostas pelas diversas fachadas.
O solar possui planta rectangular, com fachadas dispostas simetricamente, e o conjunto integra ainda uma capela autónoma, de planta quadrada. A fachada principal é delimitada lateralmente por duas torres, sendo o corpo central de cércea mais baixa. Na torre esquerda foi aberta uma janela de peito com mainel ao centro e lintel decorado por volutas. O corpo central possui no primeiro registo uma fresta rectangular e no segundo, uma janela quadrangular com mainel de mármore, cujo capitel é decorado por motivos vegetalistas, e lintel decorado por motivos fitomórficos. A torre situada à direita tem no primeiro registo o portal principal do solar, com arco de volta perfeita sem decoração. No segundo registo destaca-se uma janela de ângulo de lintel recto e mainel de fuste canelado


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VISITE DE BELMONTE

Belmonte possède l’un des derniers vestiges celte-ibère la « torre de centum cellas et la « tour aux cent cachots »

La Ville semble s’être arrêtée dans le temps, entourée de petites habitations de granit de la « serra da estrela »et son château médiéval où se trouve une église romaine entourée de tombes.

C’est aussi à Belmonte que réside la dernière communauté de marranes (connus sous le nom de Juifs de Belmonte), qui sont officiellement revenus vers le judaïsme dans les années 1970 et qui ont ouvert une synagogue en 1996.


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SOUROPIRES

SOUROPIRES

 

  est un village des plus importants (do concelho de pinhel)

sont histoire nous indique le 16 eme  voir le 15 eme siècle , elle est lié a la famille  (Soeiro Peres de Tàvora)

dont le Solar familial     témoigne 

                 Sa population composer pour la plus part d’agriculteurs viticulteurs

sont volontairement accueillants

                  pour ces qui aiment la douceur de vivre  c’est un lieu de vacances conseiller

vous pouvez aussi apprécier ou participer aux événements comme

-le rassemblement des moto d’époque  50cc  (VOLTINHAS)     mois de juin

-la fete religieuse de la paroisse                                                             mois d’aout

-la fete des vendanges                                                                           mois d’octobre 

 


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LE PORTUGAL

LE PORTUGAL

Le Portugal devient à la fin du XXe siècle un pays développé selon les standards européens, économiquement prospère, socialement et politiquement stable. Membre fondateur de l’OTAN en 1949 et de l’OCDE en 1948, il est également membre de l’ONU

Le tourisme, principalement balnéaire, est une ressource très importante, notamment en Algarve et dans la région de Lisbonne. Le Portugal est l’un des pays les plus visités au monde avec plus de 25 millions de touristes chaque année. Il est également un grand pays viticole, réputé notamment pour le vin de Porto. Le Portugal est par ailleurs le premier producteur mondial de liège

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SILVES

 

LA TRES BELLE HISTOIRE DE LA VILLE DE SILVES

POUR LAQUELLE J’EXPRIME UN SENTIMENT ENCHANTEUR

 

 

Silves a été établie comme base de commerce phénicienne. Cette colonie devient en grandissant la ville romaine de Silbis. Elle est ensuite la capitale du petit royaume musulman d’Algarve, avec au XIIe siècle un château, un port, des chantiers navals et un commerce bien établi avec les ports de Méditerranée et d’Afrique. C’était aussi à l’époque un foyer culturel et artistique important lié à l’Andalousie et à l’Afrique du Nord et connu pour ses poètes et ses sages. Conquis par Sanche Ier de Portugal après un siège de trois mois en 1189, puis repris en 1191 par les Almohades (Abu Yusuf Yaqub al-Mansur), et enfin définitivement rattaché au Portugal avec l’Algarve en 1242, sous l’action de Dom Paio Peres Correia au service de Ferdinand III de Castille. Le tremblement de terre de 1755 a détruit une grande partie de l’architecture maure2.

Elle fut pendant très longtemps un port important avant de décliner avec le lent ensablement du fleuve Arade.

 

La présence de l’homme du Paléolithique est confirmée par un site archéologique.
Cependant, tout le canton de Silves fut habité au Néolithique et à l’Âge des Métaux, comme l’attestent les nombreuses fouilles archéologiques et en particulier l’abondance de monuments mégalithiques – menhirs en grès rouge de la région ou en calcaire.
La rivière, l’Arade, fut depuis des temps lointains une voie de pénétration pour les bateaux des peuples phéniciens, grecs et carthaginois, attirés par le cuivre et par les extraits de fer dans la zone ouest de l’Algarve. C’est ce que prouve le site archéologique de Cerro da Rocha Branca – hélas détruit – à moins d’un kilomètre de Silves, qui fut habité dès la fin de l’Âge du Bronze et qui, au IVe siècle av. J.-C., fut entourée d’une muraille et occupée par la suite sous les dominations romaine et musulmane.
C’est à la navigabilité de l’Arade et à sa position stratégique sur un promontoire dominant un vaste espace que Silves doit sa fondation, probablement sous la domination romaine, mais c’est l’occupation musulmane, commencée vers 714/716, qui fait de Silves une bourgade prospère. Au XIe siècle elle était même la capitale de l’Algarve et, selon certains auteurs, elle dépassait Lisbonne en taille et en importance. Durant cette période, Silves est également un centre culturel où se côtoient poètes, historiens et juristes.
Les convulsions religieuses et politiques qui frappèrent le monde islamique aux XIe et XIIe siècles se répercutèrent à Silves par le changement fréquent de ses seigneuries et par des sièges et des luttes entre groupes rivaux. Le roi Sancho Ier en profita pour entreprendre, grâce à son armée et à l’aide des croisés du Nord de l’Europe qui se rendaient en Palestine, la conquête de la ville en 1189.
Le combat fut long et sanglant. En effet, selon les chroniques de l’époque, un grand nombre de ses habitants auraient perdu la vie, vaincus par la faim et par la soif ou tués lors du sac par les croisés. La domination portugaise dura moins de deux ans car en 1191 la ville fut reprise par les Maures.
Bien qu’elle ait perdu une grande partie de sa population et de sa richesse, Silves fut élevée au rang d’évêché et de gouvernement militaire après la conquête définitive de la ville dans le cadre de l’occupation chrétienne de l’Algarve, entre 1242 et 1249, achevée sous le règne d’Afonso III.

 

 

 

(suite…)


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